19.11.09

Malas do DEM querem apito mas também sabem gritar

Post atípico, só para parabenizar o gênio que está por trás das últimas movimentações do Democratas, partido que já foi uma esperança de direita liberal no Brasil, depois virou adepto do Fisiologismo, emagreceu fortemente quando sua facção corrupta migrou para o consórcio lulista e tinha de tudo para ser uma alternativa real de poder.
Vejam os últimos movimentos de uma parte brilhantemente astuta do partido:

- Serra está à frente nas pesquisas e é favorito para as eleições do ano que vem. É também graças a Serra que o partido tem seu posto mais importante , a Prefeitura de São Paulo. Pois o que fazem os incas maias do partido? Oras, criticam Serra e o chamam de caudilho! ( isto semanas após FHC acusar lula e o petismo de subperonismo );

- Aécio Neves nunca deu bola ao DEM. Em seu quintal Estado, fez como vitrine de sua aglutinação política o afastamento dos parceiros costumeiros e avançou rumo à, digamos assim, esquerda ( PSB, PDT e PT ). Na campanha à prefeitura de Belo Horizonte, Aécio montou uma coligação que tinha vários partidos ( PT, PSDB, PSB, PTB, PV, PMN, PP, PR, PSL, PTdo B, PRP ,PSDB, PQP, PAU, PIKA ), mas não o DEM. E o que fazem os maias? Dizem que Aécio é o preferido do mundinho partido deles

- Aécio Neves faz um encontro pra lá de estranho com Ciro Gomes, cabra-homi que solta uns 10 palavrões para se referir a cada ação do consórcio governista PSDB-PFL dos anos FHC. Neste encontro Ciro ainda provoca Serra, aquele que deu a canoa para não afundar o barco do DEM com a prefeitura de São Paulo. Mesmo assim, os astecas maias continuam a apoiar Aécio Neves;

- Sabemos que do Trópico de Capricórnio para baixo o PT não é benquisto por este brasil de cabeça menos quente. Eis que então o Democratas sela e comemora alianças com o PDT no Paraná e no Rio Grande do Sul. Sim, é o mesmo PDT de Paulinho da Força e Carlos Lupi. E é também o mesmo PDT que desde já dá garantias de apoiar Dilma à Presidência.

Sacaram a sagacidade? Eu não, mas me rendo frente a tamanha inteligência tática, que provavelmente foge à minha compreensão.

17.11.09

Manual do protesto Anti-Ahmedinejad

Ahmedinejad foi reeleito em uma eleição que não é digna deste nome. Em repressão a quem protestou contra o pleito, o Governo iraniano matou inúmeros concidadãos, e continua a vitimá-los.
Ahmedinejad negou e depois reiterou a negação de que tenha havido o Holocausto. Ahmedinejad também diz abertamente sobre suas intenções de varrer do mapa Israel e todos seus habitantes. Recentemente, tem liderado seu país em uma corrida armamentista com intenções de ter sua própria bomba atômica, provavelmente para fazer a sua "limpeza".
Em nenhum país civilizado Ahmedinejad é recebido de braços abertos. Nenhum líder mundial com um mínimo de consciência histórica e dignidade o cumprimentaria e convidaria para sua própria casa.
O Brasil não é Lula. Os brasileiros não precisam concordar com seu presidente. Podemos sim, frente ao mundo, nos diferenciar de nosso presidente. Podemos mostrar que não, não somos todos insensíveis, não somos todos desprezíveis e não temos esta ética mercantilista escrota o bastante para justificar estar ao lado do que é provavelmente o mais desprezível dos líderes mundiais.
É com a responsabilidade de limpar a honra de nosso povo, ou ao menos de parte dele, que todos devem estar atentos aos protestos que se darão durante a visita indesejada. Sim, alguns pré-requisitos são indispensáveis a quem pretende protestar, e espero sinceramente que todos os presentes estejam prontos a passar por todos eles, que vão além da repulsa óbvia frente ao que os nazistas fizeram com os judeus:

- Você odeia o Irã? Se sim, você não deve ir a este protesto. Assim como nem todos brasileiros somos como Lula, muitos iranianos fazem o que podem para se diferenciar de seu "presidente". Imagens recentes de TV não faltam para provar que os iranianos têm cumprido seu papel com louvor na luta pela civilidade;

- Você acha repulsivo o que os nazistas fizeram com os Homossexuais?
Se você acha que homossexuais são depravados ou desprezíveis, que estão vivendo em pecado ou que ofendem sua fé, seja coerente e não vá protestar!

- Você acha repulsivo o que os nazistas fizeram com os Ciganos?
Se você acha que todo cigano é escroto e sujo, se você tem nojo deles, faça um favor, não vá protestar.

- Você acha repulsivo o que os nazistas fizeram com os Comunistas? Se você acha que os comunistas "escolheram" ser comunistas, e que portanto pagaram o preço da escolha, não vá ao protesto. Se você acha que por serem Comunistas não precisam de defesa, mesmo sendo eles também vítimas do episódio mais nefasto da história, por favor, encontre seus pares em outro lugar.

E não pense que odiar homossexuais/ciganos mas não matá-los o torna melhor do que um nazista: Suas mãos podem não estar sujas de sangue mas sua cabeça sofre de um câncer semelhante ao valorar as pessoas conforme características de nascimento peculiares. E se você odeia quem pensa diferente ao ponto de torcer ou justificar a morte tanto das pessoas como da forma de pensamento, você está muito mais perto de um nazista do que jamais percebeu, talvez apenas lhe falte uma maioria alucinada e poderosa para impulsionar o nazista que lhe habita.

Protestar contra Ahmedinejad é uma ótima oportunidade, não só pelo que se pode mostrar para os outros como também para que muitos consigam refletir o quanto de suas convicções postas em prática não seriam aplaudidas e mascaradas por futuros Ahmedinejads.

16.11.09

Ahmedinejad e a marca dos covardes

A visita de Ahmedinejad deve despertar muita ira e diversas manifestações de repulsa no Brasil, especialmente na nossa "direita". Faz sentido pois tem cabido a esta gente protestar contra os desmandos do Governo Lula, o roubo de cofres públicos, as diversas escolhas esdrúxulas de nossa diplomacia, enfim, é a gente que tem lutado por um pouquinho de decência. E é nesta hora que devemos estar atentos a alguns "fronteiriços" da esfera política...
O fronteiriço político com quem me importo não é um político com mandato pois, para esta categoria, ser assim tornou-se regra. Não, os fronteiriços a quem devemos prestar atenção estão espalhados na imprensa e especialmente na blogosfera. É uma gente que faz da sua indefinição política a grande arma. Em cima do muro, volta e meia desce o pé esquerdo buscando aplauso fácil em umas paragens, volta e meia desce o pé direito para outras.
Covarde, este tipo de gente esconde-se das convicções e ainda enxerga nisto uma virtude. Diz que é aberto ao debate, quando na verdade ansia apenas pelo aplauso fácil por supostamente pairar acima das disputas políticas mundanas.
A visita de Ahmedinejad é palco perfeito para esta laia atuar. Estejam preparados para a pregação de que o que importa são os negócios ( O Irã é realmente uma potência fundamental para nossos exportadores! ). Não será surpresa ouvir equiparação cafajeste de que, se o Brasil faz negócios com Israel, deve fazer também com o Irã, ignorando que para fazer negócios você não precisa abraçar e dar tapinha nas costas, muito menos receber o crápula em sua casa.
É hora de ligar o radar e ter tolerância mínima. Se aquele blogueiro/colunista que você lê com ou sem ressalvas fizer qualquer apologia à Ahmedinejad, travestindo-a de objetividade mercantil, acorde: Ele endossa a opinião de que Israel deve ser varrido do mapa; Ele aceita o convívio com quem menospreza o mais desprezível dos episódios da civilização.
O Holocausto existiu e foi terrível aos judeus, comunistas, ciganos e homossexuais. Se quem você lê acha que a negação a tudo o que ocorreu aos milhões perseguidos e a tantos outros vítimas das bombas nazistas é coisa boba e não desqualifica ninguém, segregue-o como eram segregados os judeus. Na sua cabeça, lembre-se de cravar neste fronteiriço um símbolo que enoje a você, algo como a suástica, para que fique marcado como tantos que sofreram. Você não será um nazista, você não o matará, você não o violentará, mas ao menos mentalmente você terá reforçada a convicção da intolerância total a quem não a merece.

13.11.09

Ahmedinejad

É bem provável que Ahmedinejad seja o assunto da próxima semana, com matéria especial em revista semanal e tudo.
É para não parecer que estou aproveitando a marola e para bombar nas buscas do Google que eu sapecamente já estou me antecipando...

Esta semana eu estive bastante ocupado e dentre o que tomou meu tempo, digo-lhes que verdadeiramente apaguei incêndio... Enfim, ficaram represados 3 posts que só virão após a série de posts dedicados a Ahmedinejad e sua visita ao Brasil.
Stay tuned...

12.11.09

Sobre o apagão

Não tenho nada a acrescentar a tudo o que já está sendo dito sobre o ocorrido anteontem à noite.
Foi uma noite aterrorizante, especialmente para os moradores de favelas e periferias voltar para suas casas. E imaginaram o pânico dos pais que tinham filhos voltando da faculdade em transporte público e cujos celulares pararam de funcionar? E o que dizer dos milhares que estavam em hospitais públicos? Os muitos que ficaram presos em elevadores?
Do espetáculo de incompetência e covardia ( Mostra a cara, Dilma! ), a única coisa positiva a ressaltar é o papel fundamental das emissoras de rádio. Não sei quais existem em sua região, mas aqui eu destaco o extraordinário trabalho da Bandeirantes e da JovemPan e seus ouvintes. Foi a combinação de bom jornalismo, serviço público e voluntarismo de jornalistas e cidadãos que pudemos perceber que o caos não afligia apenas à minha cidade e região. Também por estas emissoras é que soube das melhores opiniões e versões oficiais para o ocorrido.
E neste tempo em que temos tantos meios para nos informarmos, é preciso o pesadelo de um regresso medieval para lembrarmos que o mais eficiente e rápido de todos, e o único que nunca nos abandona, é o rádio.
Abaixo: Anúncio na Folha de São Paulo parece ser destinado a todos os brasileiros, mas ao Governo em especial... Tomou lá?

10.11.09

Como vencer as eleições 2010?

Eu tenho a solução. Afinal de contas, quem não tem sua fórmula mágica para vencer as eleições?
O avanço da campanha de Dilma aos partidos do consórcio lulista somado à indecisão do PSDB quanto ao momento certo para lançar Serra como candidato tem feito proliferar como nunca antes as receitas mágicas que, se seguidas conforme apontado em artigos, trarão vitória certa.
Unir X com Y, avançar na região Z com o candidato W, ressaltar as características A, B e C, fazer de conta que se tem D, E e F, afe, que saco!
Não percam tempo com estes gênios da política e das profecias. Eu, apenas eu tenho a fórmula mágica. Na verdade quem tem é Hugh Laurie, e é a solução para tudo. Deve servir para vencer as eleições também...


9.11.09

A Internet não substitui a Grande Imprensa

Devo ser uma voz maldita entre quem tem blogues e trata de política: Ao contrário da maioria, não demonizo a imprensa brasileira, não a acho ruim e, principalmente, não vibro com as más notícias que nos informam sobre cada vez menores números em vendas de exemplares de jornais e revistas.
Para início de conversa, é preciso lembrar coisas básicas que talvez escapem a muitos dos que fazem parte da torcida organizada "Abaixo à Imprensa":

1- Blogues e Twitter não produzem "conteúdo jornalístico" - Ou alguém aqui pode me lembrar de uma grande reportagem trazida à tona em um blogue 100% blogue? Blogues não têm correspondentes em Brasília ( exceção a alguns blogueiros ligados a portais de notícias, mas estes são profissionais, ou seja, não cabem no balaio de 99% da blogosfera ), blogueiros não vão a entrevistas coletivas, quando conseguem entrevistas com políticos isto se dá geralmente por e-mail, e por aí vai. Blogueiros até podem ter fontes, mas dificilmente os terão a fazer frente a uma equipe jornalística de qualquer veículo midiático grande. Mas eu posso estar errado e ter perdido o dia em que os blogues "produziram" reportagens de impacto ( o que acontece de vez em quando é algum blogueiro conseguir um furo ou dar bom mote a uma reportagem mais abrangente, que então vem no dia seguinte com um pouco mais de embasamento e, certamente, muito mais credibilidade );

2- Jornais e revistas vivem sem blogues e Twitter. O inverso não é verdadeiro - É só dar uma breve zapeada em qualquer blogue serão vistos com grande frequência reflexões, análises, críticas ou apenas divulgação de conteúdo da imprensa de verdade. Lembrar isto a tanta gente que vive a saltitar "A imprensa já era" logo após um post em que dá link, cita ou simplesmente chupa uma matéria jornalística é das coisas que mais contribuem para desdizer o grito organizado;

3- Jornais e revistas pagam, de verdade, quando erram - Lembrando que aqui estou falando da grande imprensa, é óbvio que um erro impresso custa muito mais do que um erro postado. Postou errado? Basta apagar, ou logo em seguida mandar um "desculpe-me". Já quando um veículo de imprensa traz uma notícia errada envolvendo empresa, personalidade ou político, as coisas não são assim tão simples. Primeiro porque parece correto, mas não é prática dedicar o mesmo destaque para o erro e a correção. Segundo porque os riscos de arcar financeiramente com o erro são muito maiores. E um veículo midiático pode sim tomar partido e começar a agir com um viés claramente contra/a favor de um grupo político, da mesma forma como fazem os blogues, com a diferença que este legará uma segmentação que pode custar-lhe a perda de leitores e patrocinadores.

Os três pontos acima não servem para desmerecer a inegável importância da Internet na divulgação de informações e no fomento ao debate. O que se pôde observar neste período ainda "natalício" das comunicações via Internet é que, especialmente em mobilizações populares ou em grandes catástrofes, justamente blogues e twitters é que abastecem a grande imprensa. Só que notícias não são sempre estas "exceções", e o trabalho de apuração ainda faz toda a diferença na qualidade de uma grande reportagem.
Também está mais do que comprovado que a Internet afetou profundamente a imprensa. Não param de surgir números e mais números reportando queda em número de exemplares não só no Brasil, como no mundo todo. Partir desta informação e chegar a atribuir esta perda de público a ferramentas pessoais como Facebook, Blogues e Twitter é no mínimo inocência. Sim, as pessoas podem estar deixando de assinar e comprar jornais, mas não terá sido porque outros grandes jornais, além do próprio que se lia antes, oferecem muito conteúdo em seus portais?
Falar em decadência da grande imprensa talvez tenha mais substância se deixarmos de olhar esta suposta transferência de público e focarmos em outras características. Poderíamos olhar o fim de um modelo de negócios: Antes eles ganhavam duplamente pois havia gente a comprar notícias em bancas e gente comprando notoriedade e conhecimento via anúncios; quanto mais gente comprasse a notícia, mais caro a empresa passava a cobrar pela compra da notoriedade. E como eram poucos os veículos com credibilidade e bom número de leitores, eles podiam cobrar caro pelos anúncios. A internet rompeu o ciclo perfeito ao trazer a informação gratuitamente e em vários lugares mas ainda não é um espaço eficiente ( e estou falando aqui de blogues e outras ferramentas pessoais ) na consolidação de marcas. As pequenas e raras exceções de sites pessoais bem-sucedidos nascidos sem ligação a grandes grupos podem servir para iludir, não para negar o fato de que a credibilidade ainda está mais em veículos tradicionais. E como então ficará o modelo de negócios de jornais e revistas? Como manter o sucesso dos impressos quando o que se busca mais e mais é avançar no público online? Conquistados estes leitores virtuais, como capitalizá-los? Até quando a venda de exemplares e de anúncios somado ao faturamento online suportarão as mega-estruturas construídas por estes veículos ao longo dos anos? Como será um tempo sem estas grandes estruturas?
É alvissareiro presenciar um tempo em que a informação não está mais restrita a pequenos grupos de pessoas bem-sucedidas. Ao mesmo tempo, é triste saber que dentre os frutos desta disseminação da informação estejam incluídos muitos sempre prontos a comemorar algo que, no limite, celebra o obscurantismo. O florescimento da informação na Internet não precisa das ruínas da Imprensa.

3.11.09

Há verdade na "suposta" agressão de Aécio?

Um político influente, Governador do segundo Estado mais populoso do Brasil, pretendente a candidato a presidente pelo mais bem estruturado e forte partido oposicionista, no meio de uma festa, briga em voz alta com sua namorada e a agride. É notícia? Lógico que é!
De certo é uma notícia negativa. Lembrando que este candidato é desconhecido de grande parte da população, ser apresentado como um desequilibrado e covarde seria um golpe mortal às suas pretensões.
E quem foi que disse que um jornalista DEVE pensar em quem vai se beneficiar ou prejudicar com uma notícia?
Juca Kfouri não é um grande jornalista esportivo. Como tantos outros, sua maior virtude presente é ter um grande passado. Seu estilo e capacidade analítica hoje parecem coisa de amadores quando se contrapõe ao estilo de novos e brilhantes comentaristas como Paulo Calçade, Paulo Vinícius Coelho, Mauro Cezar Pereira e, lógico, seu filho extremamente versátil, André Kfouri. Também soam patéticas algumas peculiaridades de Kfouri, como seu irrefreável desejo de atacar Luxemburgo ( chega ao absurdo de contaminar sua coluna na Folha de São Paulo com suas picuinhas com o treinador ) e, por outro lado, agradar seu compadre Belluzzo, presidente do Palmeiras.( *)
Mesmo não gostando do autor, sua nota publicada sobre a "suposta" agressão de Aécio Neves foi de coragem ímpar.
Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio. Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral. A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.
Nota: Às 15h18, o blog recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa. O blog a mantém inalterada.
O que é muito mais questionável é a nota publicada por Lauro Jardim, onde ele chama a notícia de "insidiosa campanha de boatos":
A insidiosa campanha de boatos na internet sobre Aécio Neves, que circula com força na web desde o fim de semana, visa a atingir exatamente a característica mais festejada do governador mineiro: a capacidade de conciliação e de entendimento entre contrários. A baixaria tenta também alcançar outra de suas marcas atestadas nas pesquisas de opinião - a boa imagem junto ao eleitorado feminino. Enfim, está inaugurada no final de 2009 a era de baixarias na campanha 2010.
Talvez eu esteja sendo leviano com Lauro Jardim, uma vez que ele não cita diretamente a nota de Juca Kfouri, que originou todo o auê... O jornalista da VEJA pode muito bem estar se referindo a este tipo de coisa, publicado no blogue de outro ex-jornalista, Azenha, mas de autoria de um tal "Laerte Braga":

O governador de Minas, Aécio Neves, tresloucado e montado em boas cheiradas, numa festa da grife Calvin Klein, no Rio, Hotel Fasano, deu uma esculhambação, um tranco e um tapa no rosto de sua acompanhante, assim de público, à frente de todos os presentes, criando um clima de constrangimento e ficou por isso mesmo. A exceção do jornalista Juca Kfhouri que revelou o fato em seu blog, o resto sentou em cima, todos “participam dos lucros” da roubalheira geral em Minas Gerais, descontado lógico a conta do pó comprado a Uribe. Dona Miriam Leitão, embora serrista, outro pilantra, costuma dizer que Aécio consertou Minas. Onde? Consertou a conta bancária dela. E dele evidente.
O que está escrito aí acima é claramente um texto digno de processo. Há inúmeras acusações que, se o autor e o dono do blogue não provarem, terão que pagar o preço. Mesmo a jornalista Miriam Leitão não pode deixar barato esta baixaria... ( Quem quiser saber mais sobre o autor, há informações neste blogue do deputado Cândido Vaccarezza )
Este blogue não costuma dar muita bola para os Morlocks da blogosfera, razão pela qual não trarei mais do que colhi nestes blogues petistas. O fato é que entrei no Twitter hoje, li rumores sobre o acontecido e corri ao Google para saber mais: Estranhamente, nenhum portal de notícias, nenhum jornal ou revista dava uma linha sequer ao ocorrido. Tudo o que encontrei foram insinuações tão ou mais baixas do que a encontrada e citada acima. ( E aqui vêm as exceções honrosas a Aluízio Amorim e Coronel que, mesmo sendo contra o petismo, não entram nesta de que "tudo o que é bom para o PT é ruim para o Brasil" e publicou post sobre o assunto ). Repito a pergunta: Será que não é notícia mesmo um Governante agredir, na frente de outras pessoas, sua namorada?

O Governador Aécio Neves faz o óbvio: Ele e sua namorada negaram o fato. Também aqui, se for mentira, que o Governador processe o jornalista, ou as fontes do mesmo. Tanto ou pior ainda que os supostos tapas é o fato de Aécio usar a assessoria do Governo de Minas ( está no blogue do Juca Kfouri ) para apagar fogo que tem a ver com ação sua em uma festa que nada tinha a ver com o Governo.

Embora ainda esteja longe de ser esclarecido, já uma convicção sai reforçada do episódio: Não pode haver mal maior ao Brasil do que um Governo que junte PT e PSDB, que concilie os dois partidos mais influentes no Brasil. Enquanto houver um dentro, sempre haverá a antipatia dos jornalistas próximos ao outro do lado de fora. Quando se alimenta esta ilusão do equilibrista, o político que flutua sem pender para um dos lados, o que já se têm é isto: A autocensura covarde da imprensa.

(*) Destaque posterior feito em 09/11/09, após indicação deixada na caixa de comentários. Leia os destaques e vá ao blogue de Juca Kfouri, vejam que patético: 1, 2, 3 e deve continuar...

Sinal dos tempos

Os EUA, bem ou mal, já agiram como polícia do mundo em muitas situações. Já foram fundamentais para recuperar um continente que caía sob as garras de um genocida, já atuaram contra ações de limpeza étnica na Europa e na África, já intercederam em pequeno país sob domínio de comunistas higienistas e, por conta própria, já decidiram derrubar regimes apoiados ou financiados por terroristas.
Agora estamos em 2009 e os EUA são aplaudidos unanime e efusivamente por fazer algo único na história das relações entre países: Tirar um bigodudo com pinta de sujão da embaixada brasileira em um pequeno país da América Central.
Eu não disse que este Obama era o cara?

29.10.09

Droga como elemento criativo